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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Teoria do Fetichismo da Mercadoria - Karl Marx

O Fetichismo da Mercadoria
Em primeiro lugar devemos considerar que Karl Marx afirma que o homem, na produção da vida social, política, ideológica e religiosa, contrai as chamadas “relações de produção”. Relações essas que são independentes e correspondem a um nível das forças produtivas materiais. Ou seja, essas forças que representam o trabalho, vão acarretar em relações, que serão a base da estrutura econômica, da superestrutura.
A análise da mercadoria nos mostra que essa é cheia de argúcias teológicas e perspicácias. Complexa. No entanto se pensarmos no aspecto que ela se destina a satisfazer nossas necessidades com suas características, é algo simples. Essas características provêm do trabalho humano. Modificamos tudo a nosso alcance com a finalidade de suprir nossas necessidades.
Por exemplo: a madeira, inicialmente tosca, obra-prima, transforma-se em uma mesa. A madeira é apenas material, intrínseco, simples, mas quando vira uma mesa, aí sim esse objeto atinge um nível superior, vira uma mercadoria. É nesse momento que acontece o fenômeno denominado, por Marx, “Fetichismo da Mercadoria”.
Fetiche, no dicionário tem a seguinte definição: “Objeto a que se atribui poder sobrenatural e a que se presta culto; ídolo etc.” O trabalhador passa então a atribuir um valor simbólico a essa mercadoria, uma importância dada inconscientemente, subjetivamente, sem considerar o real valor da mesma. Ele não se identifica com a mercadoria, não vendo nela o fruto do seu trabalho, nem o verdadeiro “preço” dessa. Esse deveria ser o equivalente ao resultado do trabalho aplicado na mercadoria e não é o que acontece. Então o homem fica alienado à mercadoria, quase como se a mercadoria tivesse poder sobrenatural.
Hoje em dia vivemos em uma sociedade de consumo em que esse fenômeno acontece a toda hora. A mídia praticamente impõe um modo de vida que reproduz o homem como fotocópias do consumidor exemplar.

Gian Ruschel.