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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Por que os ingleses foram viajar de navio e criaram os EUA?

     Para tratarmos da colonização dos Estados Unidos devemos primeiramente analisar as suas causas. Por que, ingleses saíram da Europa, atravessando o oceano Atlântico e enfrentando diversos riscos pra chegar ao então chamado “Novo Mundo”? O que essa colonização significou para a sociedade inglesa no século XVII? E em que contexto esse povo que emigrou para a América encontrava-se? Qual a realidade que estavam vivendo? É a partir dessas questões que devemos estudar a colonização norte americana.
      A Inglaterra estava passando por uma época de efervescência, tanto no campo ideológico como no econômico. Sucessões ao trono faziam com que houvesse agitações políticas e perseguições religiosas. A expansão marítima britânica e sua afirmação como potência mundial, deixava muita gente a mercê da própria sorte, na medida em que o desenvolvimento procedia de forma mais rápida do que o suprimento das necessidades do povo. O processo dos "cercamentos" também reduzia muito a proporção de terras disponíveis aos camponeses, causando um êxodo rural enorme. Não podemos esquecer das legislações "sanguinárias" da Europa, principalmente da Inglaterra, que castigava, punia e executava quem não estivesse trabalhando de acordo com os interesses do Estado.
Imagem ilustrativa da Colônia de Jamestown
     Antes do século XVII os ingleses já tinham se lançado ao mar e declarado a posse de terras norte americanas, no entanto não haviam ocupado essas terras. Não havia interesse em colonizar a America do Norte, então limitaram-se apenas na exploração. No final do século XVI, até tentaram estabelecer a colônia da Virgínia, mas devido à falta de alimentos e encontros hostis com os indígenas, as colônias fracassaram. Só em 1607, é fundada a colônia de Jamestown, a primeira a prosperar. Após Jamestown, haverá uma série de colônias que serão fundadas nas terras norte americanas, em contato com dificuldades climáticas, fome, doenças e com os nativos, pois aquelas terras já eram ocupadas, como aconteceu no Brasil.

    Porém, antes de falar sobre cada colônia, é importante saber que as expedições de povoamento e colonização, não foram financiadas pela Coroa Inglesa, e sim por companhias privadas, quase em qualidade de empresas, que tinham a permissão da corte, e levaram o povo a se aventurar em novas terras. Exemplos dessas companhias são, a Companhia de Londres e a Companhia de Plymouth.
    Mas pergunta-se: Por que esse fato é importante? Simples: Porque esse espírito de iniciativa privada, e essa vontade de correr atrás de novas oportunidades, tem tudo a ver com a ideologia religiosa e burguesa que surgiu do calvinismo, e tem tudo a ver com a formação do povo americano e com o futuro ideal estadunidense, que tem uma forte relação com o trabalho e a iniciativa do cidadão.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não é ufanismo, mas é quase inveja.

Por mais que acusem como ufanismo, eu continuo achando incrível a história norte-americana e dando razão ao pensamento coletivo produzido ao longo da sua formação, bem como a democracia e o Estado norte americano. Agora que entendi de onde vem a mentalidade patriota dos Estados Unidos, posso afirmar que, nós brasileiros seriamos fanáticos pela história da nossa nação se tivéssemos participado dela. Isso mesmo. Tenho certeza que comemoraríamos “nossas datas” – com mais fervor, atribuindo significado à elas. Significado esse que está se estinguindo. Minhas experiências me deixaram presenciar uma vez só, um ato cívico, colocando em evidência alguns valores nacionais no Brasil. Foi no juramento à bandeira, quando escapei de servir ao Exército. Um indivíduo fardado nos fez repetir algumas palavras – para mim na época, sem o mínimo de sentido.

Nesse sentido, a grande diferença entre o Brasil e os EUA, é que lá no norte, o povo teve sua soberania escancarada em uma constituição. No Brasil, eu não encontrei uma ligação sequer entre o povo e o início da formação do Estado soberano. O espírito nacional foi criado a partir da geografia local, pelas terras exuberantes de beleza exótica. Nos EUA, o povo se sentia realmente americano. Não foi a nobreza ou a oligarquia, por exemplo, que quis comprar a independência, devido a interesses, sejam pessoais ou comerciais. A liberdade foi adquirida juntamente com autonomia e independência a partir de uma união que lutou por tudo isso.

Realmente houve protagonismo do povo, no desenvolvimento de sua história. Nós como nação, vimos tudo acontecer, sendo espectadores, sem entender nada. Ou acatávamos ou lutávamos por separação. Por isso sentimos um grande desapego das crianças e jovens em relação a nossa história. Não estivemos “muito por dentro” dela. Assim foi ficando e assim está.