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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não é ufanismo, mas é quase inveja.

Por mais que acusem como ufanismo, eu continuo achando incrível a história norte-americana e dando razão ao pensamento coletivo produzido ao longo da sua formação, bem como a democracia e o Estado norte americano. Agora que entendi de onde vem a mentalidade patriota dos Estados Unidos, posso afirmar que, nós brasileiros seriamos fanáticos pela história da nossa nação se tivéssemos participado dela. Isso mesmo. Tenho certeza que comemoraríamos “nossas datas” – com mais fervor, atribuindo significado à elas. Significado esse que está se estinguindo. Minhas experiências me deixaram presenciar uma vez só, um ato cívico, colocando em evidência alguns valores nacionais no Brasil. Foi no juramento à bandeira, quando escapei de servir ao Exército. Um indivíduo fardado nos fez repetir algumas palavras – para mim na época, sem o mínimo de sentido.

Nesse sentido, a grande diferença entre o Brasil e os EUA, é que lá no norte, o povo teve sua soberania escancarada em uma constituição. No Brasil, eu não encontrei uma ligação sequer entre o povo e o início da formação do Estado soberano. O espírito nacional foi criado a partir da geografia local, pelas terras exuberantes de beleza exótica. Nos EUA, o povo se sentia realmente americano. Não foi a nobreza ou a oligarquia, por exemplo, que quis comprar a independência, devido a interesses, sejam pessoais ou comerciais. A liberdade foi adquirida juntamente com autonomia e independência a partir de uma união que lutou por tudo isso.

Realmente houve protagonismo do povo, no desenvolvimento de sua história. Nós como nação, vimos tudo acontecer, sendo espectadores, sem entender nada. Ou acatávamos ou lutávamos por separação. Por isso sentimos um grande desapego das crianças e jovens em relação a nossa história. Não estivemos “muito por dentro” dela. Assim foi ficando e assim está.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nativismo causado

O nativismo, antropologicamente, é tido como uma maneira - seja um sentimento ou um conjunto de hábitos - de preservar e manter uma cultura, em oposição, sim, às demais, geralmente de uma cultura dominante. Essa é a caracterização mais simples disso.

No Rio Grande do Sul vemos isso de forma mais drástica, porém há sim em outros lugares, devido a uma herança histórica comprovada. Em todas as províncias - creio eu -  que se revoltaram em movimentos separatistas na época do império, esse sentimento despontou com intensidade. Mas não nos enganamos. Como nas outras províncias, no Rio Grande do Sul não foi diferente. Acredito que não foram seguidas às bases de desconstruir e desfazer as outras culturas em específico, e sim em se opor ao que era imposto e hegemônico como um TODO, o tal sentimento nacionalista BRASILEIRO, que ao meu ver não aconteceu em todo o território "brasileiro", englobando mais fortemente a região que temos hoje como a sudeste. Até porque era de interesse dessa região manter esse ideal modernoso do nacionalismo, mas essa ideia não deu muito certo.

Então se aqui criamos um sentimento forte de nativismo com a cultura do Rio Grande do Sul, foi por culpa de uma cultura e um ideal geral hegemônico imposto, e constituiu-se na DIFERENÇA DO OUTRO. "Outro" esse que na época, acredito não ser visto como "os paulistas", "os cariocas", "os nordestinos", e sim "todo o resto", e que hoje, também não deve ser visto de maneira segregadora. Não é nada pessoal, é só um "problema antropológico, social, econômico, herdado do nosso lindo e maravilhoso processo independentista.