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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não é ufanismo, mas é quase inveja.

Por mais que acusem como ufanismo, eu continuo achando incrível a história norte-americana e dando razão ao pensamento coletivo produzido ao longo da sua formação, bem como a democracia e o Estado norte americano. Agora que entendi de onde vem a mentalidade patriota dos Estados Unidos, posso afirmar que, nós brasileiros seriamos fanáticos pela história da nossa nação se tivéssemos participado dela. Isso mesmo. Tenho certeza que comemoraríamos “nossas datas” – com mais fervor, atribuindo significado à elas. Significado esse que está se estinguindo. Minhas experiências me deixaram presenciar uma vez só, um ato cívico, colocando em evidência alguns valores nacionais no Brasil. Foi no juramento à bandeira, quando escapei de servir ao Exército. Um indivíduo fardado nos fez repetir algumas palavras – para mim na época, sem o mínimo de sentido.

Nesse sentido, a grande diferença entre o Brasil e os EUA, é que lá no norte, o povo teve sua soberania escancarada em uma constituição. No Brasil, eu não encontrei uma ligação sequer entre o povo e o início da formação do Estado soberano. O espírito nacional foi criado a partir da geografia local, pelas terras exuberantes de beleza exótica. Nos EUA, o povo se sentia realmente americano. Não foi a nobreza ou a oligarquia, por exemplo, que quis comprar a independência, devido a interesses, sejam pessoais ou comerciais. A liberdade foi adquirida juntamente com autonomia e independência a partir de uma união que lutou por tudo isso.

Realmente houve protagonismo do povo, no desenvolvimento de sua história. Nós como nação, vimos tudo acontecer, sendo espectadores, sem entender nada. Ou acatávamos ou lutávamos por separação. Por isso sentimos um grande desapego das crianças e jovens em relação a nossa história. Não estivemos “muito por dentro” dela. Assim foi ficando e assim está.

terça-feira, 24 de abril de 2012

QUINTO ERRO do BRASIL no PROCESSO MODERNIZADOR

QUINTO ERRO : ENDIVIDAMENTO

Caracterização do erro: a arquitetura da dívida.

Em vez de ajustar a velocidade do crescimento ao capital disponível, a sociedade comprometeu o futuro com base no endividamento desmesurado, porém o necessário para manter o ritmo escolhido. Em função de complementar os recursos insuficientes para o crescimento econômico, o regime de 64 preferiu o endividamento crescente, em vez de reorientar esse crescimento.
Na política cambial tivemos o problema de quando governo assumia o custo da desvalorização do cruzeiro, frente a possibilidade dos bancos externos oferecerem melhores condições de financiamento.  O Banco Central também possibilitava e facilitava a tomada de empréstimos e o ingresso de capital no país. O dinheiro internacional entrava fácil no Brasil, que caía na tentação do empréstimo para investir no modelo equivocado de modernização. Para justificar esse imenso fluxo de capital, foram criados diversos projetos fantasmas.
Enfim, as décadas de 70 e 80, são também caracterizadas pela relação entre os bancos e o governo. O autor coloca essa situação como um “casamento incestuoso”, o que explicava a realidade financeira brasileira. A corrupção passou a ser uma das causas lógicas do endividamento crescente. “A caixa-preta do Banco Central e dos demais bancos estatais é apenas o reflexo da impossibilidade de separar no Brasil as contas dos bancos das contas do governo”.
A dívida com base em investimentos improdutivos não criou condições para seu pagamento. Na verdade ao crescer ela conseguiu uma dinâmica para crescer mais ainda. O entrave externo se dá a partir da redução na taxa de crescimento, empobrecimento, impossibilidade de importações e freio na infraestrutura.
O banco, na medida em que trata de administras a divida, obrigado a manter as altas as taxas e cobrir com a moeda local o saldo da balança comercial, acaba se tornando um dos principais agentes inflacionários. Com isso temos o aumento desenfreado da pobreza e uma desmoralização social, como qualquer devedor inadimplente.